Um: Dr. Brian A. Iwata, Parte 2

Em uma postagem anterior (Parte 1), foram apresentados os resultados da leitura de alguns artigos do Professor Doutor Brian A. Iwata. Na sequência, serão relatados os resultados do contato com o pesquisador.

Para minha alegria, o Professor Doutor Brian Iwata respondeu prontamente ao contato, e gentilmente topou participar com o envio das respostas e com a autorização para divulgação no blog. Relato na sequência (em português e em inglês) os resultados obtidos nessa etapa.

A pergunta-padrão enviada (“Por que sou um Analista do Comportamento?”) teve a seguinte resposta:

“Tornei-me um analista do comportamento inicialmente porque meu primeiro orientador na pós-graduação foi Jon Bailey. Ele recebeu seu Ph.D. pela University of Kansas e estudou com Montrose Wolf, Donald Baer, Todd Risley, e James Sherman. Sua visão da psicologia, que enfatizava uma abordagem de aprendizado operante, parecia totalmente inovadora, sensata de uma perspectiva teórica, e empiricamente sólida, e ele me deixou interessado pelo campo. Eu continuei a ser um analista do comportamento porque eu acreditei que teoria, métodos e procedimentos do nosso campo mantinham a promessa de resolver a maioria de nossos problemas sociais.”

Foi enviada também a seguinte pergunta: “Vamos supor que você tem o superpoder de melhorar apenas um aspecto da Análise Aplicada do Comportamento. Qual aspecto você escolheria?”, ao que o Professor Iwata respondeu:

“Pesquisa e prática fizeram grande progresso em produzir uma tecnologia poderosa de mudança de comportamento que parece ser altamente generalizável, e desenvolvimentos contínuos nessas áreas vão levar a melhoras futuras. O status da análise do comportamento dentro de uma cultura mais ampla, contudo, permanece pequena, e aumentar a visibilidade e a influência da análise do comportamento vai requerer esforço coordenado das principais organizações. No entanto, a principal organização que representa nosso campo, a Association for Behavior Analysis, frequentemente parece desempenhar um papel de oposição ao lidar com outras organizações, como a Behavior Analyst Certification Board e a Association for Professional Behavior Analysts. Se eu pudesse melhorar um aspecto da análise aplicada do comportamento, seria conseguir fazer essas organizações trabalharem de uma forma mais cooperativa – para fazer o que é melhor para o campo.”

Para tentar eliminar qualquer viés ou limitação da tradução – ou para quem preferir ler em inglês –  apresento abaixo as perguntas e as respostas originais:

“Why are you a Behavior Analyst?”

“I became a behavior analyst initially because my first advisor in graduate school was Jon Bailey.  He received his PhD from the University of Kansas and studied with Montrose Wolf, Donald Baer, Todd Risley, and James Sherman. His view of psychology, which emphasized an operant learning approach, seemed utterly refreshing, sensible from a theoretical perspective, and empirically sound, and he got me interested in the field.  I continue to be a behavior analyst because I believe that the theory, methods, and procedures of our field hold the promise of solving most of our social problems.”

“Let’s say that you have the super power of improving only one aspect of Applied Behavior Analysis. What aspect would you choose?”

“Research and practice have made great progress in producing a powerful technology of behavior change that appears to be highly generalizable, and continued developments in these areas will lead to further improvements.  The status of behavior analysis within the larger culture, however, remains small, and increasing the visibility and influence of behavior analysis will require concerted effort from major organizations. However, the major organization that represents our field, the Association for Behavior Analysis, often seems to play an adversarial role when dealing with other organizations, such as the Behavior Analyst Certification Board and the Association for Professional Behavior Analysts.  If I could improve one aspect of applied behavior analysis, it would be to get these organizations to work in a more cooperative manner—to do what is best for the field.”

O que achou das respostas do Professor Iwata? Deixe sua mensagem (em português ou em inglês, no modo privado ou público – mais informações em Contato) para o pesquisador; alguns feedbacks serão reunidos, traduzidos e enviados para Brian Iwata, para que ele também tenha contato com o produto final de sua valiosa participação no Projeto.

Pesquisador Número 1 concluído! Na próxima postagem, apresento um prólogo sobre o assunto estudado pela próxima pesquisadora.

 


Leia mais sobre o Desafio Número 1:
Problemas Humanos e Análise Aplicada do Comportamento
Um: Dr. Brian A. Iwata, Parte 1

 


Leia mais sobre o Projeto a Fonte e a Ponte e a Análise do Comportamento:
a Apresentação
o Início dos Resultados
Por que eu deveria aprender sobre a ciência do comportamento?
as Profundezas do Método

 

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